O que é Diabetes Tipo 2 – Causas Sintomas Tratamentos e Cuidados

O que é Diabetes Tipo 2 - Causas Sintomas Tratamentos e Cuidados

O que é Diabetes Tipo 2 – Causas Sintomas Tratamentos e Cuidados

O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que altera a forma que o corpo metaboliza a glicose no sangue, que é nossa principal fonte de energia.

Pessoas com diabetes tipo 2 podem ter uma resistência aos efeitos da insulina ou podem não produzir insulina suficiente para regular a glicose no sangue.

Glicose em excesso no sangue pode trazer diversos problemas de saúde e inclusive levar a morte.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas responsável por possibilitar que a glicose penetre nas células na forma de energia ou gordura.

O que causa a Diabetes tipo 2?

Ao contrário de pessoas com diabetes tipo 1, pessoas que tem diabetes tipo 2 ainda produzem insulina pelo pâncreas.

No entanto, o corpo pode criar uma resistência a insulina, não respondendo da forma que deveria ou o corpo não produz insulina suficiente para suprir as demandas do corpo e a glicose acaba se acumulando no sangue.

Em pessoas com diabetes tipo 2, as célula de gordura (adipócitos), as células dos músculos (miócitos) e as células do fígado (hepatócitos), não respondem normalmente a insulina, por isso o açúcar não entra nas células e permanecem na corrente sanguínea.

Quando os adipócitos são sensíveis a insulina, ele reconhece a glicose circulante no sangue e poupa energia. Mas quando as células de gordura é resistente a ação da insulina, ele não reconhece a glicose circulante e libera a gordura de seu interior para o sangue. Por isso é que pessoas com diabetes também podem desenvolver colesterol alto.

Os hapatócitos também funcionam como os adipócitos e absorvem glicose quando são sensíveis a insulina. Mas quando isso não acontece, as células do fígado não reconhecem a glicose alta circulando pelo sangue e acabam liberando mais glicose, piorando a situação.

Já as células dos músculos também utilizam a glicose como energia, mas sem a insulina, as células entendem que está faltando energia e sinalizam para que o corpo queime gordura para fornecer energia.

Fatores de risco de Diabetes tipo 2

Qualquer pessoa pode desenvolver diabetes tipo 2, mas existem algumas condições que aumentam o risco de desenvolver a doença. São elas:

  • Idade acima de 45 anos
  • Obesidade e sobrepeso
  • Diabetes gestacional anterior
  • Histórico familiar de diabetes tipo 2
  • Pré-diabetes
  • Sedentarismo
  • Baixos níveis de colesterol HDL
  • Triglicerídeos elevados
  • Hipertensão
  • Consumo elevado de álcool.

Sintomas de Diabetes tipo 2

Geralmente pessoas com diabetes tipo 2 não apresentam sintomas característicos da doença no início. Os primeiros sinais de diabetes tipo 2 são:

  • Infecções frequentes. Alguns exemplos são bexiga, rins e infecções de pele;
  • Feridas que demoram para cicatrizar;
  • Alteração visual (visão embaçada);
  • Formigamento nos pés e furúnculos;
  • Vontade de urinar diversas vezes;
  • Fome frequente;
  • Sede constante.

Pessoas com estes sintomas, principalmente se associados aos fatores de risco mencionados anteriormente, devem procurar um médico.

Diagnóstico de Diabetes tipo 2

Para descobrir se uma pessoa tem diabetes tipo 2, são utilizados 3 tipos de exames. São eles:

Glicemia de jejum – Este exame mede o nível de açúcar no sangue em um determinado momento. Valores de referência ficam entre 65 a 99 miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dL). O que indica resultados normais.

Se os valores forem acima de 100 mg/d, uma investigação com curva glicêmica e hemoglobina deve ser feita.

Duas glicemias de jejum com valores acima de 126 mg/dL indicam a diabetes tipo 2 e um tratamento deve ser iniciado.

Hemoglobina glicada – É a fração da hemoglobina (proteína dentro do glóbulo vermelho) que se liga a glicose durante o seu curto período de vida de 90 dias em média. A hemoglobina vai acumulando glicose durante esse período.

Se as taxas de glicose estiverem altas ou sofrerem aumentos ocasionais, haverá necessariamente aumento na hemoglobina glicada.

Desta forma, um exame de hemoglobina glicada consegue mostrar uma média das concentrações de hemoglobina presente no sangue nos últimos meses, podendo indicar ou não hiperglicemia e possível diabetes tipo 2.

Valores normais da hemoglobina glicada:

  • Para as pessoas sadias: entre 4,5% e 5,7%
  • Meta para pacientes já diagnosticados com diabetes: abaixo de 7%
  • Anormal próximo do limite: 5,8% e 6,4%
  • Consistente para diabetes: maior ou igual a 6,5%.

Curva glicêmica – O exame de curva glicêmica simplificada mede a velocidade com que o corpo absorve a glicose do sangue após a ingestão de alimentos.

Para o exame, o paciente ingere 75g de glicose e é feita medições da quantidade de glicose no sangue após duas horas.

Os valores de referência da curva glicêmica são:

Em jejum: abaixo de 100mg/dl
Após 2 horas: 140mg/dl

Valores acima de 200 mg/dl após duas horas da ingestão de 75g de glicose é diagnosticado como diabetes tipo 2.

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda as seguintes condições para um diagnóstico de diabetes tipo 2:

  • Hemoglobina glicada maior que 6,5% confirmada em outra ocasião (dois testes alterados)
  • Uma dosagem de hemoglobina glicada associada a glicemia de jejum maior que 200 mg/dl na presença de sintomas de diabetes;
  • Sintomas de urina e sede intensas, perda de peso apesar de ingestão alimentar, com glicemia fora do jejum maior que 200mg/dl;
  • Glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dl em pelo menos duas amostras em dias diferentes;
  • Glicemia maior que 200 mg/dl duas horas após ingestão de 75g de glicose.

A diabetes tipo 2 pode demorar um tempo para apresentar sintomas, por isso exames frequentes junto ao seu médico é recomendado.

Tratamento de Diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 é causada por alto nível de glicose no sangue, portanto, o tratamento visa o controle da glicose por meio de atividades físicas, alimentação e medicação.

Exercícios físicos para controlar a Diabetes Tipo 2
A atividade física ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue controlado e deve ser realizado pelo menos três vezes na semana.

Se a glicemia estiver fora de controle e muito elevada, as atividades físicas podem liberar hormônios contra-reguladores, aumentando ainda mais a glicemia.

Por isso é importante o acompanhamento médico e sempre fazer medição da glicemia antes de iniciar uma atividade física.

Lembrando que as melhores opções são os exercícios leves, pois quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes, pode haver hipoglicemia.

Alimentação controlada contra diabetes tipo 2
Pessoas com diabetes tipo 2 devem ter uma alimentação balanceada, evitando açucares presentes nos doces e carboidratos simples de alto índice glicêmico, como massas e pães.

Pessoas com diabetes tipo 2 devem consumir entre 50 a 60% de carboidratos em sua alimentação, dando sempre preferência a carboidratos complexos como castanhas, nozes, grãos integrais que são absorvidos mais lentamente pelo organismo, ajudando no controle da diabetes.

Também é recomendado que o portador de diabetes tipo 2 corte o excesso de gorduras e que priorize o consumo de frutas, legumes, verduras e grãos.

Antes de praticar uma atividade física é importante verificar o nível glicêmico, que se estiver muito baixo, é necessário ingerir carboidratos, mas se estiver alta é necessário evitá-los.

Além disso, deve-se levar em consideração a intensidade do exercício, que se for intenso ou de longa duração como corridas e natação, será necessário uma ingestão maior de alimentos.

Verificar a glicemia?
Alguns portadores de diabetes tipo 2  necessitam medir o nível de glicose no sangue. Para medir a glicose em casa é utilizado um aparelho chamado glicosímetro que mede a taxa exata de glicose no sangue.

Geralmente a pessoa fura o dedo com uma agulha curta chamada de lanceta para retirar uma gota de sangue que é colocado em uma tira reagente e inserida no aparelho, que retorna o resultado em 5 segundos.

Com base nas medições de glicose e condições físicas individuais, um medico irá recomendar uma dieta balanceada, medicamentos e atividades físicas para manter a glicose em níveis controlados.

Maneire no consumo de bebidas alcoólicas
Quem tem diabetes tipo 2 deve evitar ou maneirar o consumo de bebidas alcoólicas, pois o consumo isolado do álcool pode causa hipoglicemia.

A hipoglicemia pode causar enjoo, tremores pelo corpo, fome excessiva, irritação e dores de cabeça.

Evite saunas e escalda pés
O diabetes tipo 2 afeta a microcirculação de pequenas artérias chamadas de arteríolas, que são responsáveis por nutrir os tecidos, principalmente das pernas e os pés.

Por conta desta alteração, a exposição a altas temperaturas e a choques térmicos podem desencadear ou agravar problemas de angiopatias e cardíacos.

Outro problema é relacionado a sensibilidade dos pés que é afetada e a pessoa pode não perceber uma água muito quente quando for fazer um escalda pés e acabar com queimaduras.

Aumente os cuidados com os olhos
Portadores de diabetes tipo 2 podem apresentar um grupo de doenças oculares como retinopatia diabética, edema macular diabético, catarata e glaucoma.

Controle o estresse
Pessoas com diabetes são mais propensas a ter ansiedade e depressão. Isso pode estar relacionado a ansiedade em relação ao controle da hipoglicemia, da aplicação da injeção de insulina e ganho de peso.

Corte o cigarro
O cigarro contém substâncias que ajudam a acumular gordura nas artérias, bloqueando a circulação de sangue, aumentando em até 5 vezes o risco de infarto em pessoas com diabetes.

Além disso, fumar também contribui para hipertensão em pacientes com diabetes tipo 2.

Cuide da saúde bucal
O sangue do portador de diabetes contém alta concentração de glicose, o que o torna mais propício ao desenvolvimento de bactérias.

Pelo fato de a boca ser uma via de entrada de alimentos, a boca acaba recebendo diversos corpos estranhos, que junto ao acúmulo de restos de comida, favorecem o desenvolvimento de bactérias.

Por isso, cuidar da higiene bucal e visitar um dentista periodicamente é essencial.

Cuide das doenças paralelas
Portadores de diabetes tipo 2 também apresentam outros problemas de saúde como obesidade e sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados e hipertensão.

Portanto, um acompanhamento com um médico é essencial para manter uma boa saúde.

Medicamentos para Diabetes tipo 2
Os medicamentos mais utilizados para controlar a diabetes tipo 2 são:

Diamicron MR
Glibenclamida
Gliclazida
Glifage
Glifage XR
Glimepirida
Galvus
Galvus Met
Metformina.

Lembrando que somente um médico pode indicar qual o melhor medicamento, bem como a dosagem e duração do tratamento.

Nunca se automedique, siga as orientações do seu médio e não interrompa o tratamento sem consultar seu médico antes.

Complicações possíveis relacionados a Diabetes tipo 2

Retinopatia diabética – São pequenas lesões no olho, que causam pequenos sangramentos e perda da acuidade visual se não tratado.

Arteriosclerose – As paredes das artérias ficam espessas e duras.

Nefropatia diabética – Afeta os vasos sanguíneos dos rins, ocasionando uma perda de proteína pela urina. O órgão vai reduzindo sua função de forma lenta e progressiva até sua paralisação total.

Neuropatia diabética – Os nervos sofrem alterações, causando dormência, formigamento ou queimação nas pernas, pés e mãos. Também pode ocorrer desequilíbrio, enfraquecimento muscular, distúrbios digestivos, pressão baixa, impotência e excesso de transpiração.

Pé diabético -Seu aparecimento ocorre quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia não são controlados.

É caracterizada por uma área machucada ou infeccionada nos pés do diabético tipo 2, causando uma úlcera (ferida).

É por isso que qualquer machucado nos pés deve ser tratado imediatamente para evitar complicações e até amputação do membro.

Infarto do miocárdio e AVC – Ocorre quando grandes vasos sanguíneos são afetados e obstruem o fornecimento de sangue a órgãos vitais como o cérebro e coração.

Infecções – O sistema imunológico pode ser afetado com o excesso de glicose, que fazem com que os glóbulos brancos que são responsáveis pelo combate a vírus, bactérias, entre outros, fiquem menos eficazes com a hiperglicemia.

Além disso, o nível elevado de açúcar no sangue o torna propício para que fungos e bactérias se proliferem em regiões como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisão cirúrgica.

Isso aumenta os riscos de infecções.

Hipertensão arterial – Pacientes com diabetes tem maior propensão a desenvolver problemas renais, o que compromete a eliminação de substâncias como o sal e água pela urina.

O aumento de sal e água na circulação sanguínea podem elevar a pressão arterial, levando a hipertensão.

Além disso, devido ao excesso de açúcar no sangue, pode existir uma oxidação acelerada dos vasos sanguíneos, o que entope as artérias e aumentam a pressão arterial.

Convivendo/ Prognóstico

Pacientes portadores de diabetes devem:

  • Realizar exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões;
  • Manter uma alimentação saudável evitando gorduras e carboidratos simples;
  • Utilizar os medicamentos na dosagem e periodicidade indicada;
  • Praticar atividades físicas;
  • Manter um bom controle da glicemia, seguindo corretamente as orientações médicas.

Prevenção a Diabetes tipo 2

Pacientes com fatores de risco ou histórico de diabetes tipo 2 na família devem:

  • Manter o peso controlado
  • Não fumar
  • Controlar a pressão arterial
  • Evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas
  • Praticar atividade física regular.

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